segunda-feira, 7 de junho de 2010
O peso do alívio... o Alívio do peso
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Cegueira humana
Não sei o que mais entristece em tudo o que aconteceu, mas o que mais me impressionou foi ler que presos escaparam da prisão e passaram a cometer maldades com seus compatriotas, que já estão em situação tão delicada.
Será possível que não há um mínimo de interesse com o próximo quando estão todos no mesmo barco? Me veio à mente parte do filme "Ensaio sobre a cegueira" (baseado no livro de José Saramago, com o mesmo título), quando uma das alas decide que tem mais direitos do que os demais cegos, que estão em igual situação miserável.
No caso do filme, uma arma os torna mais fortes e, por isso, com o poder de atordoar seus iguais.
Voltando à vida real, a frase "tudo pode piorar" parece se encaixar perfeitamente no Haiti. A violência maior está instalada entre pessoas de mesma língua, em alguns casos de mesma fé, de mesma pátria. Se de todo o mal que abateu aquele país pudéssemos extrair um maior, ele seria a frieza do coração de quem só pensa em si.
Não estou entrando na questão das várias brigas que ocorrem por causa de comida e água. Se eu estivesse em igual situação, faria o mesmo para garantir o mínimo de alimento aos meus filhos... instinto de sobrevivência.
O desfecho dessa triste história ainda está longe de acontecer. Para muitos de nós, vizinhos distantes, a desgraça deles não será tão presente no decorrer dos dias desse ano, mas sem dúvida, 2010 se iniciou marcando com dor, desespero e miséria todos os haitianos espalhados pelo mundo.
Acho que sei porque não conseguia escrever a respeito do terremoto: só se pode expressar dor, quando se está ferido de verdade. Escrever logo depois do ocorrido seria tornar a contar um caos repetidamente informado. Depois de tanto ver as cenas e ler os relatos, sinto-me mais perto dessa tristeza, e mais mesquinha diante de meus "probleminhas" possíveis!
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Um som... um poema... um alívio...
Cuida do passarinho e também da flor, eles esperam pelo teu amor!
Faz do teu lar um ninho e do mundo um chão
Onde se plante paz comunhão!
Para que brote e cresça a mais viva semente;
Para que a gente tenha o que colher.
Para que o pão que venha a ser por nós assado
Seja um sinal traçado de viver.
Faz uma nova casa na varanda do velho chão,
Convida teu irmão pra vir morar contigo;
Planta paredes novas, feitas para
servir de lar e abrigo.
Faz um café gostoso, põe a mesa no teu jardim;
Deixa que assim as plantas tenham paz contigo;
Convida o universo faz a vida
ganhar maior sentido!
Cuida da tua morada!
Cuida do pequeno mundo!
Deixa teu irmão bem perto
Livre...
Por meia dúzia de peças de roupa e uns trocados na gaveta
No final de 2008 me formei em jornalismo com a cabeça cheia de boas intenções e alegrias de recém-formado!
Em Maio de 2009 abri uma empresa com meu esposo por perceber que meus sonhos não me levariam a um lugar estável para criar minha filha... o jeito era arregaçar as mangas e tentar o que fosse possível para ganhar o pão de cada dia e viver dignamente, no mínimo.
Em Julho a loja de roupas infantis, Terra Mágica, estava inaugurada e o "gás" para o trabalho em alta!
Em agosto, o primeiro baque chegou: De madrugada, indivíduos bem informados entraram na loja e limparam tudo o que tínhamos de roupa... "um limpa estoque".
Como covardia não era o nosso forte, sacudimos a poeira e, no final de Setembro, lá estava a Terra Mágica em pé novamente.
Outubro, Novembro, Dezembro (e as boas vendas de Dezembro) passaram com muito custo (e custo alto) e enfim o ano de 2009, tão tumultuado, se foi.
Depois de um feriado perfeito de muito descanso, o pesadelo voltou com outra face: Novamente assaltados, desta vez não com a mesma carga, levaram algumas peças de roupas, dinheiro e documentos, mas deixaram um susto que custará a se apagar.
Incrível o poder de uma arma! Silencia o grito mais óbvio e esconde a coragem mais louvável.
Os minutos não passam, não é mesmo?
A constatação da impunidade tão gritada na boca de toda a sociedade, irrita ainda mais quando somos nós as vítimas dela.
Depois do assalto me dirigi à DP mais próxima para fazer o B.O, mas não havia sistema: "Aguarde (sem previsão) ou volte amanhã!
Imagino que a essa hora, quem mais uma vez lesou um cidadão, está contando vantagem em algum lugar, rindo e debochando da facilidade de se fazer o que fez, se considerando muito homem por ter abordado com arma em punho , alguém indefeso, que obedece a tudo pelo simples fato de não saber o que se passa na louca cabeça de quem tem o poder de tirar ou poupar a vida do outro, por meia dúzia de peças de roupa e uns trocados na gaveta.
Você pode estar se perguntando: "Mas você não tem seguro, alarme ou alguém que faça a segurança do seu estabelecimento?" E eu te respondo: " Então para quê tantos impostos se trabalho para me proteger?"
E o pior... Sim, eu tenho tudo isso para "proteger" a loja...Talvez ainda não seja o suficiente!
Suficiente não é também a esperança, que pouco a pouco definha e desiste de acreditar.
E olha que somos tão jovens...
terça-feira, 28 de abril de 2009
Jornalistas ensinam jornalistas
quinta-feira, 26 de março de 2009
Crime é crime
Na semana passada, ao voltar para casa depois de buscar a Anita na escola, eu e meu esposo fomos surpreendidos com uma cena que, embora inseridos na zona leste, nos é pouco comum.
terça-feira, 17 de março de 2009
Adaptação

Atualmente, escolas infantis e creches trabalham com o processo progressivo de aceitação da criança na escola, a chamada adaptaçã0. Este processo visa o total conforto e afinidade da criança, normalmente entre 1 e 3 anos, diante da nova situação de ficar o dia inteiro, ou parte dele, longe de seus pais ou avós, babás e tias que antes o assumiam dentro de seu refúgio seguro - o lar.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Despedida e saudade...
Naquela manhã, eu e meus familiares acordamos cedo, vestimos nossas melhores roupas e passamos nossos perfumes como se estivéssemos indo à uma festa. Acordamos todas as crianças que estavam na casa para que pudéssemos levar para a GRANDE ESTAÇÃO, de chegadas e partidas, nosso querido e amado tio, pai, esposo e irmão. Ele estava de partida e já havia planejado a tempo esta viagem, mas não podia levar ninguém.
Neste tempo de planejamento ele deixou tudo conforme desejava. Havia muita resistência de nossa parte, bem como de sua esposa e suas duas filhas, pois, não seria nada fácil ficar longe de quem tanto nos ensinou o significado da palavra amor e, com sua vida, nos ensinou a amar. Para que esse dia chegasse, ele nos preparou por muito tempo e com muita alegria, o que nunca lhe faltava. Porém os seus braços já estavam cansados, pois, sua vida foi de muito trabalho fadiga, suor e dor. Porém essa fase ele já havia cumprido muito bem. O que realmente nosso coração quer, é sempre ficar ao lado de quem amamos, por isso a partida já estava em nosso subjetivo, mas não em nossa razão.
Bom, chegou a hora. Meu tio entrou naquele enorme trem. No último vagão, na última poltrona, de numero 13, que ficava do lado esquerdo, pois, nessa posição poderíamos acompanhá-lo até perder de vista. Minha tia ganhou um lindo buquê de flores, um beijo de até logo e um bilhete que dizia: “De todas as flores você é a mais bela, nada se compara ao seu cheiro e ao seu amor. Obrigada pelo cuidado e pelo amor recebido. Deus te abençoe. Seu Amado”. Suas filhas receberam um abraço apertado, um cheiro e um recado: “Cuide da nossa família com amor”. Então, nós recebemos um sorriso maroto, um piscar de olhos que dizia “estou indo nessa, obrigada pelo carinho”.
Ficamos todos olhando sem piscar, ele entrar no trem, ajeitar suas bagagens, sentar-se na última poltrona e, sorrindo, abanar suas mãos. As lágrimas já corriam em nossos olhos, e sem que pudéssemos dar conta, as portas do trem se fecharam.
O maquinista deu a partida, soltou a fumaça e começou a andar. Nós andávamos junto com ele, para que pudéssemos expressar a satisfação em viver com alguém tão fascinante, encantadora e amada. O trem começou a ganhar velocidade... e nós corríamos até onde conseguíamos... e víamos nosso amado partindo. As mãos abanando de saudade, daquele que deixou nossas vidas marcadas para sempre.
Em nosso coração temos a certeza de que um dia este trem não partirá mais levando os amados, pois o Senhor da Vida nos dará, em seu tempo, uma vida sem dor, choro e lágrimas. O trem será vencido, e nós encontraremos todas as pessoas amadas que serviram e servirão nosso Senhor neste lugar chamado Reino de Deus.
Em nosso último encontro ele me ensinou algo para a vida toda, que é: “Não existe um Por que, e sim, para quê”. Agora digo, se for para lembrarmos com alegria, já valeu a pena.
Sentiremos saudade. Lembraremos-nos sempre com alegria.
Com amor, lágrimas, alegria e saudade...
Ricardo Molina - São Paulo, 18 de Fevereiro de 2009. (01:00 am)
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Sombras de ninguém

quinta-feira, 14 de agosto de 2008
Eleições na vida real
O plantão já havia mudado3 vezes, e nada resolvido. As perguntas não tinham uma resposta concreta: "Agurade por favor, logo o médico virá para acompanhá-los". O médico não chegou, o cansaço e a indgnação se instalaram e a gritaria começou.
"O pior - diz a filha revoltada - é que depois de 12 horas de espera, sentada em um banco frio, meu pai e eu somos tidos como ignorantes, já que não procuramos atendimento anteriormente. É o cúmulo".
Eu chegeui às 6h30 da manhã, com meu pai de 80 anos. Tivemos que aguardar, "pacientemente", pelo médico para, então, sermos atendidos.
Dentre as revoltas de todos os presentes, cada um com sua queixa ao sistema de saúde, chegamos à firme conclusão de que as eleições que se aproximam são inúteis e muito simbólicas. Independente da legenda que cada um votaria ali, o descaso e a falta de investimento em pessoal qualificado e na própria estrutura dos hospitais, continuariam, já que a crise é crônica!
Em cada campanha há um foco. Nessas eleições o trânsito está como prioridade. Dá a impressão de que outras prioridades foram resolvidas e, por isso, o trânsito paulistano pode ser olhado com mais cuidado e profundidade.
Me parece que o melhor momento de refletir sobre o voto é durante uma enchente na cidade, uma espera louca no hospital, um congestionamento na marginal e um assalto no centro da cidade de São Paulo. Entretanto, é durante os intervalos das novelas e dos programas de entretenimento, que nossos candidatos aparecem, bem maquiados e com sorriso de esperança, para propor "soluções cabíveis" à população, que está emergida em um prazer produzido pela tv, e compartilhando dos mesmo ideais desses candidatos.
O dia-a-dia é a melhor forma de avaliar um voto. Acredito que nenhum deles farão algo novo. Nenhum deles têm propostas transformadoras. Se as têm, deixam guardadas para os últimos 2 anos de gestão, quando deixarão para o próximo, e, assim, acusá-lo de "barrar uma excelente obra iniciada no mandato anterior".
Meu pai e eu saímos no hospital do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, às 11 horas da manhã! Mais incrível do que esperar 5 horas para trocar uma sonda e fazer exame de urina, é constatar que a tomografia ainda não havia sido feita e que aqueles três irmão ficariam, quem sabe, um pouco mais com o pai, para realizar o exame.
Não é hora de assistir televisão para escolher o candidato. É hora de sentir o calo doer ao ir para o hospital, pegar onibus e metrô lotado, e ser assaltado no centro da cidade. É hora de votar no menos ruim, para que a omissão não nos condene ainda mais!
sábado, 29 de março de 2008
Brasil: boa notícia.
domingo, 23 de março de 2008
Aí já é demais!!
E o cliente sempre tem razão!!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Inquisição
sábado, 1 de março de 2008
Doa a quem doer!
Caqui e Amora!
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Conversa pra boi dormir?
Fato é que com altas jornadas de trabalho o direito ao lazer é prejudicado e o proprio empregado não se dedica ao que faz. Tanto os trabalhadores quanto os empresários concordam que essa proposta não vai aumentar os empregos no Brasil, mas divergem quando as necessidades de cada categoria é colocada em xeque.
Para os trabalhadores seu emprego é de suma importância para sua manutenção, mas como desfrutar do que ganha se não tem tempo para isso?
Já para os empregadores, o que interessa é o lucro e a competitividade com o mercado externo. Se há alguma preocupação com os funcionários é simplesmente para mantê-los interessado em continuar trabalhando.
Acredito ser essa proposta um tanto inocente e utópica. Em uma sociedade cujo sistema capitalista a muito se mantém fortalecido, apesar dos grandes avanços na conscientização social, acreditar que é possivel uma rendição por parte de quem está no poder (e no momento, infelizmente, não é o povo) é praticamente brincar com os sentimentos dos trabalhadores.
Os Sindicatos, e agora digo o que penso sem querer provar nada, tentam criar possibilidades para desenvolver seu papel de representantes do cidadão assalariado. Mas em muitas propostas só existem palavras vazias. Basta ver os resultados dos dicídios.
Penso que esse movimento na próxima segunda-feira não passa de uma manobra, que ficará esquecida em breve, quando perceberem que para se consquistar redução de jornada é preciso conquistar a confiança do trabalhador, pois, quem apoiar uma paralisação, voltará ao trabalho assim que se sentir ameaçado a perder sua vaga para quem está desempregado a muito tempo.

